Ações de Ensino IFSP

As Ações de Ensino são atividades temporárias de desenvolvimento educacional, promovidas pela Direção Adjunta Educacional, que visam à reflexão e à melhoria dos processos de ensino e de aprendizagem nos cursos/áreas do IFSP. São consideradas modalidades de Ações de Ensino:
- Projeto de Ensino: são projetos que visam à reflexão sobre os projetos pedagógicos dos cursos e possibilitam a qualificação e o aprimoramento do processo de ensino e de aprendizagem como ações de alteração física do ambiente escolar, acompanhamento de dados e produção de material didático;
- Monitoria: são ações que visam ao acompanhamento dos componentes curriculares com a participação de discentes na melhora do processo ensino aprendizagem;
- Grupos de Estudos: formados por membros da comunidade acadêmica interessados em discutir e estudar temáticas de interesse comum
- Cursos: cujo público seja docente e/ou discente (desde que não seja disciplina regular);

Abaixo estão algumas da Ações de Ensino desenvolvidas no ano de 2026, IFSP Campus Itapetininga.
Banda Sinfônica
A ação de ensino Banda Sinfônica do IFSP: Formação Musical, Permanência Estudantil e Representatividade Institucional tem como objetivo promover a formação musical por meio da prática coletiva, utilizando a Banda Sinfônica do IFSP – Campus Itapetininga (BSIFSP) como espaço de aprendizagem, convivência e desenvolvimento dos estudantes. Mais do que formar instrumentistas, a iniciativa busca aproximar os participantes da instituição, fortalecer vínculos e proporcionar experiências que contribuam para sua formação integral.
A participação em uma banda sinfônica envolve competências que ultrapassam o aprendizado musical. Nos ensaios e apresentações, são trabalhados aspectos como responsabilidade, disciplina, concentração, cooperação, respeito às diferenças e trabalho em equipe. Ao mesmo tempo, a ação cria um espaço de pertencimento dentro do campus, no qual estudantes de diferentes cursos e níveis de conhecimento musical podem compartilhar experiências e construir coletivamente um projeto artístico.
As atividades são desenvolvidas por meio de ensaios regulares, estudos por naipes, preparação de repertório, orientação musical e participação em concertos, eventos institucionais e atividades externas. A ação é coordenada pelo professor e maestro Emanuel Benedito de Melo e conta com a participação do bolsista Gabriel Renato Kupper de Morais, estudante do curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio.
Em abril de 2026, a BSIFSP completou um ano de atividades, ocasião celebrada com um concerto comemorativo que reuniu integrantes e comunidade e marcou uma importante etapa na consolidação do grupo.
O primeiro ano também trouxe importantes conquistas. A Banda participou do Concurso Interestadual de Bandas e Fanfarras, realizado em Sengés (PR) e promovido pela Federação Paranaense de Bandas e Fanfarras, conquistando o segundo lugar na categoria Banda Sinfônica Sênior. O resultado, representado pelo troféu recebido no concurso, evidencia a evolução artística do grupo e a projeção alcançada pela BSIFSP para além do ambiente institucional.

A trajetória da Banda também foi reconhecida por meio de uma homenagem por sua contribuição ao movimento de bandas e fanfarras, concedida pela Federação de Fanfarras e Bandas do Estado de São Paulo, por intermédio de seu presidente, André Barbezani. A placa recebida simboliza o reconhecimento de um trabalho que, mesmo ainda recente, já ultrapassa os limites do campus.

As imagens apresentadas registram alguns desses momentos: a participação da BSIFSP no concurso em Sengés, o troféu conquistado pelo segundo lugar e a placa de homenagem recebida pela banda. São registros de uma trajetória que demonstra como a música pode se constituir em instrumento de aprendizagem, permanência estudantil, integração e valorização da educação pública.

Fábrica de Software
A Fábrica de Software é uma iniciativa que busca contribuir para que os alunos adquiram experiência de mercado. O programa oferece a oportunidade de atuar em um ambiente similar ao das empresas, aplicando novas tecnologias de software e desenvolvendo competências técnicas e comportamentais relacionadas a esse contexto.
A equipe é formada por alunos dos cursos de Informática do Campus Itapetininga e já contou com mais de 26 participantes desde o início do projeto. Desde sua fundação, a Fábrica de Software atuou em mais de 16 projetos, entre finalizados e em desenvolvimento. Entre eles, estão projetos internos ao próprio campus, como o GeekIF, o Laboratório de Pneumática e Hidráulica e o site do curso de Graduação em Tecnologia em Sistemas para Internet, além de projetos externos, como o SVSA e o Consultório na Rua, ambos desenvolvidos em parceria com a Prefeitura Municipal de Itapetininga.
Para saber mais sobre o programa, acesse nosso site: https://fabsoftware.itp.ifsp.
Figura 1 - Equipe trabalhando no sistema Consultório na Rua em parceria com a prefeitura de Itapetininga

Figura 2 - Equipe trabalhando no sistema Instagramas da comunidade interna do campus

Tardes no Campus
O Tardes no Campus é um projeto voltado para os alunos do Ensino Médio Integrado do turno da manhã, com o objetivo de proporcionar encontros no contra turno por meio de rodas de conversa. Trata-se de um espaço dinâmico de debate, onde os estudantes aprendem a questionar, refletir e discutir assuntos que vão além da sala de aula tradicional, abordando temas fundamentais como desigualdade social, pressão estética, gênero e outras pautas alinhadas à realidade dos jovens.
A ideia surgiu entre os docentes da educação básica com o intuito de aproximar ainda mais os alunos do ambiente escolar. Observou-se um interesse crescente dos estudantes por atividades pedagógicas diversificadas que possibilitem um aproveitamento mais qualitativo e produtivo do espaço-tempo disponível à tarde. Assim, o projeto busca consolidar o campus como um local acolhedor, de escuta ativa e refúgio para os alunos por meio de oficinas temáticas quinzenais.
Nos intervalos entre as oficinas, a equipe do projeto — composta por professoras da educação básica, bolsista e voluntárias — realiza reuniões de planejamento. Esses momentos são fundamentais para estruturar os próximos encontros, selecionar materiais adequados e alinhar as abordagens pedagógicas com calma e intencionalidade. A escolha dos temas busca sempre dialogar diretamente com as vivências dos estudantes, promovendo o protagonismo juvenil na construção de cada momento.
Além disso, como forma de integração e acolhimento, promovemos sempre um café coletivo, no qual as integrantes e participantes compartilham alimentos como bolos, tortas, biscoitos e bebidas, fortalecendo os laços comunitários e o clima de afeto durante os encontros. Esse momento de partilha vai além da alimentação: é onde as barreiras entre professores e alunos se dissolvem, dando lugar a conversas espontâneas e ao fortalecimento de vínculos afetivos.
Desta forma, o Tardes no Campus reafirma a importância de uma formação humana e integral, mostrando que o espaço escolar pode ir muito além do ensino tradicional ao se transformar em um ambiente de escuta, pensamento crítico e acolhimento. Ao unir a reflexão teórica sobre temas sociais urgentes à prática do afeto e do cuidado comunitário, a iniciativa consolida-se como uma ferramenta indispensável para o desenvolvimento de cidadãos conscientes, empáticos e atuantes em sua sociedade.




Preparação para Olimpíadas de Astronomia e Astronáutica
O objetivo geral da monitoria é oportunizar aos alunos do campus participantes uma formação em Astronomia e Astronáutica, visando à preparação para a participação nas Olimpíadas que pedem este conteúdo. A monitoria consistiu em resolução de provas anteriores, dialogada com os alunos, aplicação de simulados, sem a mediação do professor, e divulgação de conteúdos de divulgação científica da área.
Houve baixa participação nos encontros presenciais, mas recorde no número de inscritos para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). No total, 30 alunos realizaram a prova, como mostra a imagem registrada em um dos períodos de aplicação, resultando em 3 medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze, número também recorde. Além disso, aqueles que tiveram nota acima de 7,0 podem realizar 3 provas online no campus para as seletivas internacionais (setembro, outubro e novembro).
Os estudantes do ensino integrado não realizaram a parte prática, que é o lançamento de foguetes de garrafa PET movidos por uma reação química de vinagre e bicarbonato de sódio, mas cinco estudantes da licenciatura em física participaram do nível 6, que é o foguete multiestágios, combinando reação com água e ar comprimido, como mostra outra imagem. Até o final do projeto, espera-se que os estudantes participem da Olimpíada Nacional de Ciências e da Olimpíada Sorocaba de Astronomia e Astronáutica, além de iniciarem a construção dos foguetes PET.




Abaixo estão algumas da Ações de Ensino desenvolvidas no ano de 2025, IFSP Campus Itapetininga.
Revisão da Matemática, da Física e da Química do Ensino Médio focada em exames vestibulares
A ação de ensino Revisão da Matemática, da Física e da Química do Ensino Médio focada em exames vestibulares é um curso que tem como público-alvo estudantes do último ano dos cursos Técnicos Integrados de nível médio do IFSP Campus Itapetininga. A proposta é revisar os tópicos de Matemática, de Física e de Química estudados ao longo dos quatro anos de Ensino Médio tendo como foco a preparação dos cursistas para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e de exames vestibulares de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas brasileiras. O curso vem sendo realizado três vezes na semana, no período vespertino, de forma presencial.
Coordenador: André Coelho da Silva
Colaboradores: Ayumi Kato de Campos e Marcos Antonino Callegari


Monitoria do LabIF Maker
O LabIF MAKER do IFSP – Campus Itapetininga é um polo de inovação e colaboração, projetado para transformar ideias em soluções concretas. Com um ambiente moderno e dinâmico, o laboratório estimula a criatividade, o empreendedorismo e o desenvolvimento de projetos com alto impacto para a comunidade.
A estrutura do LabIF MAKER oferece suporte à formação complementar, integrando ensino, pesquisa e extensão. Mais que tecnologia, o laboratório é um centro de conexões, onde diferentes saberes se encontram para gerar conhecimento aplicado, inovação tecnológica e soluções práticas para desafios locais e regionais.
Aberto a eventos e parcerias, o LabIF MAKER incentiva projetos que contribuem diretamente para o desenvolvimento social e econômico de Itapetininga e região, aproximando estudantes e comunidade do campus. Um dos grandes pilares do LabIF MAKER é a Monitoria, ação que garante suporte contínuo a alunos, servidores e visitantes. A monitoria permite que todos aprendam a utilizar os equipamentos, desenvolvam protótipos e integrem conhecimentos de diferentes áreas em projetos inovadores. A monitoria é essencial para superar desafios comuns, como a falta de familiaridade com softwares e ferramentas, oferecendo capacitação, orientação e acompanhamento próximo. Dessa forma, o laboratório se transforma em um verdadeiro espaço de ensino-aprendizagem, onde teoria e prática se complementam.
O projeto atendeu 137 participantes em diferentes atividades. Entre elas destacam-se: “Como desenhar para cortar na CNC laser” (26 participantes); “Introdução à Impressão 3D” no campus (10 participantes) e na Escola Darci Vieira (20 participantes); “Construção de um robô de baixo custo” com materiais de papelaria e circuito elétrico simples (41 participantes); “Guerra de Robôs” (20 participantes), voltada à divulgação científica; além das aulas práticas da disciplina de Noções de Manufatura Aditiva (20 participantes).
Os resultados demonstram que as ações ampliaram o uso dos recursos do laboratório, aproximaram a comunidade acadêmica e externa do espaço e fortaleceram processos de ensino e aprendizagem. Diante da quantidade de pessoas atendidas e dos impactos observados, justifica-se a continuidade do projeto como estratégia de consolidação da cultura maker no campus.
Bolsista: Julia de Meira Campos
Coordenador: Wilton Moreira Ferraz Junior






Fábrica de Software
A Fábrica de Software é uma iniciativa que busca contribuir para que os alunos adquiram experiência de mercado, pois oferece aos alunos a oportunidade de trabalhar em um ambiente similar ao das empresas, aplicando novas tecnologias de software e desenvolvendo suas competências técnicas e comportamentais relativas a esse ambiente.
A equipe é formada por alunos dos cursos de Informática do Campus Itapetininga e já teve mais de 26 participantes desde o início do projeto. Desde a sua fundação, a Fábrica de Software atuou em mais de 16 projetos - entre finalizados e em desenvolvimento. Dentre os projetos, temos internos para o próprio campus, como o GeekIF, o Laboratório de Pneumática e Hidráulica, o site do curso de Graduação em Tecnologia em Sistemas para Internet; e externos, como o SVSA e Consultório na Rua, esses últimos em parceria com a Prefeitura Municipal de Itapetininga.
Você pode saber mais sobre o programa acessando o nosso site disponível em https://fabsoftware.itp.ifsp.edu.br. Nele você encontrará mais informações sobre os membros do programa, o processo seletivo e os projetos desenvolvidos e em andamento.
Figura 1: Equipe testando o sistema Consultório na Rua em parceria com a prefeitura de Itapetininga

Figura 2: Equipe da Fábrica em um dia de trabalho

Figura 3: Membro da fábrica trabalhando no desenvolvimento de sistemas

Figura 4: Equipe da Fábrica: Prof. Danilo, Pedro, Rafael, Guilherme, Leonardo, Prof. Rafael e Marcos

Coordenador: Danilo Camargo Bueno
Voluntários: Rafael dos Passos Rodrigues, Guilherme Vieira Pires de Andrade e Pedro Penteado Gouveia
Banda Sinfônica
A Banda Sinfônica do IFSP Itapetininga (BSIFSP) é um projeto de ensino que alia formação musical, prática coletiva e integração cultural dentro do Instituto Federal de São Paulo - Campus Itapetininga. Criada com o propósito de proporcionar aos estudantes um espaço de desenvolvimento artístico e pedagógico, a BSIFSP se tornou um ambiente de aprendizagem colaborativa, onde teoria e prática se encontram em prol da formação integral do aluno.
O projeto tem como objetivos principais:
- Oferecer formação musical de qualidade, com foco na leitura, interpretação e performance em conjunto;
- Estimular a vivência coletiva, valorizando a disciplina, a cooperação e a sensibilidade artística;
- Aproximar a comunidade acadêmica e externa, por meio de apresentações abertas ao público e parcerias culturais;
- Fortalecer a educação musical como prática inclusiva, possibilitando o acesso à música a estudantes de diferentes áreas e níveis de conhecimento.
A BSIFSP é composta por estudantes do campus e servidores, reunindo diferentes experiências e formações em um mesmo espaço de criação. Além dos ensaios semanais, o grupo participa de eventos institucionais, concertos didáticos e apresentações em espaços públicos, contribuindo para a difusão da música de concerto e para a formação de plateia.
Mais do que um grupo artístico, a Banda Sinfônica é um laboratório de ensino-aprendizagem, no qual os participantes têm contato com repertórios variados, que vão do erudito ao popular, desenvolvendo habilidades musicais, sociais e cognitivas que se estendem para além do palco.
Assim, a BSIFSP reafirma o compromisso do IFSP com a educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada, colocando a música como instrumento de transformação e de integração entre escola e comunidade.
Coordenador: Emanuel Benedito de Melo
Bolsista: Leandro José Oliveira




Interpretação e tradução de videoaulas de pneumática para Libras
A presente ação de ensino tem por objetivo ampliar as opções de estudo à comunidade surda de Itapetininga e região, trazendo a esse público videoaulas comumente ministradas ao curso Técnico em Mecânica, providas de interpretação e tradução das aulas na Língua Brasileira de Sinais (Libras). A elaboração de videoaulas acompanhadas de Libras não é uma tarefa simples, uma vez que nem todos os sinais específicos para termos técnicos da área mecânica existem na Língua Brasileira de Sinais. Atualmente, o projeto é composto por um grupo diversificado de membros: um professor coordenador especialista na área de Pneumática e Hidráulica, dois professores colaboradores especialistas em Libras e Física, uma aluna bolsista do curso de Licenciatura em Física e três ex-alunos egressos que atuam como voluntários. A produção do grupo objetiva produzir videoaulas com a presença da Libras como forma de interpretação da aula, abarcando uma série de ações, tais como: discussões conjuntas, produção e edição dos vídeos, elaboração de glossário de sinais para a disciplina Pneumática e Hidráulica, questionário para pesquisa junto ao público-alvo (surdos), criação de canal do YouTube, elaboração de experimentos práticos para tornar conceitos abstratos mais visuais e melhorar a compreensão do público surdo, entre outras. Assim sendo, este projeto produz material acessível a todos os surdos que tiverem contato com a internet em áreas do conhecimento onde a oferta de conteúdo com a presença de Libras é escassa.
Coordenador: Rafael dos Santos
Bolsista: Giovana Carmela Calisto da Costa
Colaboradores: Greice Pinheiro de Almeida e Alberto Luís Dario Moreau
Voluntários externos: Larissa Canto Padilha, Mário Brenner Ferreira da Silva Leite e Wellington Santos de Paula
Figura 1 - Exemplo de vídeo que compõe o glossário de sinais (datilologia à esquerda e sinal à direita)


Figura 2 - Imagem da disposição da apresentação, do professor e da intérprete conforme definida pela equipe

Figura 3 - Imagem de uma das videoaulas finalizadas disponibilizadas no YouTube

Figura 4 - Imagem de uma das perguntas do questionário elaborado para pesquisa do glossário de sinais proposto para a disciplina/videoaula

Figura 5 - Imagem de uma ação de divulgação do projeto em uma empresa da cidade de Itapetininga

(Há) braços Feministas: diálogos de emancipação
Lidar com o fenômeno da violência contra a mulher em espaços como os do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia significa compreender, de forma mais abrangente, as circunstâncias nas quais a violência acontece e analisar a mesma como um fenômeno social, resultado de sociedade cindida e desigual, na qual uma certa divisão social do trabalho determina papéis e marcações de gênero. A partir de ações educativas elaboradas nas oficinas temáticas que ocorrerão uma vez por semana, o projeto “(Há) Braços Feministas: diálogos de emancipação” se estrutura a fim de organizar um grupo de acolhimento e discussão com estudantes e membros da comunidade interna do IFSP-ITP sobre violência de gênero no âmbito do espaço escolar. Por meio das oficinas semanais o projeto espera produzir um ambiente escolar de acolhimento e escuta às mulheres da comunidade interna (estudantes, servidoras e trabalhadoras da educação) que estejam enfrentando situações de vulnerabilidade social e disseminar uma cultura comunitária interna que seja capaz de reconhecer o homem e a mulher como semelhantes, o que abarca aceitar o outro em sua diferença, com igualdade de direitos e plena liberdade de ser no mundo.



Coordenadora: Regiani Zornetta
Bolsista: Giovanna Lopes Martins
Voluntárias: Jaine Leonarda da Silva, Laura Cisterna de Almeida, Nicoly Kauane Alier de Oliveira e Gabriela de Cassia Santos Oliveira
Monitoria para as disciplinas de Eletricidade Básica e Circuitos elétricos
A Monitoria para as disciplinas de Eletricidade Básica e Circuitos Elétricos foi proposta com o intuito de reforçar a aprendizagem dos alunos dos cursos técnicos em Eletromecânica, tanto integrados ao ensino médio quanto na modalidade concomitante/subsequente. A iniciativa visa oferecer apoio didático por meio de revisões teóricas, atendimento individualizado e atividades práticas, buscando superar dificuldades recorrentes em conteúdos fundamentais da área elétrica.
Coordenadora: Kelda Aparecida Godoi dos Santos
Colaboradora: Tanuska Regia Moura Toscano Konigami
Bolsista: Pedro Henrique Kühl Pereira


Física em Libras
O projeto Física em Libras é uma ação que busca produzir videoaulas bilíngues (Libras como primeira língua e Português como segunda), voltadas especialmente para estudantes surdos do ensino médio, com conteúdos da área de Física.
A iniciativa está vinculada ao Grupo de Pesquisa em Docência e Práticas Colaborativas (GDPRAC) e é coordenada pelo professor Alberto Moreau. A motivação do projeto se baseia na escassez de materiais de Física acessíveis em Libras e na ausência de um sinalário consolidado para conceitos específicos da área. Com isso, muitos estudantes enfrentam barreiras adicionais no processo de aprendizagem. A proposta do IFSP se diferencia ao valorizar o protagonismo dos próprios alunos surdos na elaboração, gravação e apresentação das videoaulas.
A equipe é composta pelos professores Alberto Moreau, Renato T. Sugohara e Rafael dos Santos; pelas intérpretes de Libras Larissa Canto e Natália A. Oliveira; e por estudantes voluntários, que produziram como primeiro material um vídeo piloto sobre Eletrostática. O vídeo foi protagonizado pelas estudantes surdas Brenda S. S. Matias e Yasmin C. Oliveira, que realizaram experimentos e explicações diretamente em Libras. A produção contou ainda com apoio de classificadores para suprir lacunas lexicais, roteiro detalhado, gravações em laboratório e em estúdio audiovisual, além de edição preliminar realizada pelo estudante Mateus Haidar.
Os experimentos escolhidos — a interação de uma bexiga carregada eletricamente com pedaços de papel e com um filete de água — garantiram impacto visual e clareza conceitual, possibilitando a comunicação acessível dos fenômenos físicos. A participação ativa das alunas e a integração da equipe multidisciplinar reforçaram o caráter inclusivo da proposta, que pode servir de referência para outras instituições de ensino.
Figura 1: Experimento da bexiga interagindo com o filete de água Figura 2: Bexiga atraindo pedaços de papel

As próximas etapas incluem a finalização da edição do vídeo piloto, a produção de dois novos vídeos sobre termodinâmica e a ampliação do glossário de sinais específicos da Física. O material será disponibilizado no canal do YouTube do IFSP Itapetininga, ampliando o acesso da comunidade surda a conteúdos científicos de qualidade.
Figura 3: Yasmin e Brenda na explicação do experimento
(a) com fundo (b) sem fundo

Coordenador: Alberto Luís Dario Moreau
Colaboradores: Rafael dos Santos, Renato Takeshi Sugohara, Larissa Canto Padilha e Natália A. Oliveira.
Discentes voluntários: Brenda Santana dos Santos Matias, Yasmin Cristina de Oliveira, Julia de Moraes Leonel Ferreira e Mateus Haidar Carvalho.
Monitoria para a disciplina de Lógica e Algoritmos (ITPLGAL) do Curso Superior de Tecnologia em Sistemas Para Internet - TSI
A ação de ensino Monitoria em Lógica e Algoritmos (ITPLGAL), vinculada ao curso de Tecnologia em Sistemas para Internet (TSI) do IFSP – Campus Itapetininga, tem por objetivo apoiar estudantes nas disciplinas introdutórias de programação — reconhecidas como um dos principais desafios para ingressantes na área de Computação.
A monitoria é conduzida, de forma voluntária, pela estudante Andreza Damasceno, por meio de plantões de dúvidas, atendimentos individuais e grupos de estudo. Essas atividades criam um ambiente acolhedor e colaborativo, favorecendo a superação de dificuldades e o aprofundamento dos conteúdos.
Sob orientação de docentes do curso, a iniciativa fortalece o raciocínio lógico, o pensamento computacional e a autonomia dos(as) estudantes, promovendo a aprendizagem entre pares e incentivando a permanência e o êxito acadêmico.
Resultados esperados
- Melhoria do desempenho em Lógica e Algoritmos;
- Redução de reprovações nas disciplinas iniciais de programação;
- Preparação mais sólida para componentes curriculares subsequentes, contribuindo para a formação integral dos(as) estudantes.




Coordenador: Gerson Nunho Carriel
Colaborador: Wilton Moreira Ferraz Junior
Voluntária: Andreza Fonseca Damasceno

Abaixo estão algumas da Ações de Ensino desenvolvidas no ano de 2024, IFSP Campus Itapetininga.
Revisão da Física e Química do ensino médio focada em exames vestibulares
A ação de ensino “Revisão da Física e da Química do Ensino Médio focada em exames vestibulares” é um curso que tem como público-alvo estudantes do último ano dos cursos Técnicos Integrados de Nível Médio do IFSP Campus Itapetininga. Em síntese, a proposta é revisar os tópicos de Física e de Química estudados ao longo dos quatro anos de Ensino Médio tendo como foco a preparação dos cursistas para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e de exames vestibulares de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas brasileiras. A expectativa é potencializar o desempenho dos estudantes nos exames vestibulares, contribuindo para que ingressem em cursos de graduação/instituições de suas preferências. As aulas têm ocorrido presencialmente às terças e sextas no período da tarde.
Coordenador: André Coelho da Silva
Colaborador: Marcos Antonio Callegari
Interpretação e tradução de videoaulas de pneumática para Libras
A presente ação de ensino tem por objetivo ampliar as opções de estudo à comunidade surda de Itapetininga e região, trazendo a esse público videoaulas comumente ministradas ao curso Técnico em Mecânica, providas de interpretação e tradução das aulas na Língua Brasileira de Sinais (Libras). A elaboração de videoaulas acompanhadas de Libras não é uma tarefa simples, uma vez que nem todos os sinais específicos para termos técnicos da área mecânica existem na Língua Brasileira de Sinais. Atualmente, o projeto é composto por um grupo diversificado de membros: um professor coordenador especialista na área de Pneumática e Hidráulica, dois professores colaboradores especialistas em Libras e Física, uma aluna bolsista do curso de Licenciatura em Física e três ex-alunos egressos que atuam como voluntários. A produção do grupo objetiva produzir videoaulas com a presença da Libras como forma de interpretação da aula, abarcando uma série de ações, tais como: discussões conjuntas, produção e edição dos vídeos, elaboração de glossário de sinais para a disciplina Pneumática e Hidráulica, questionário para pesquisa junto ao público-alvo (surdos), criação de canal do YouTube, elaboração de experimentos práticos para tornar conceitos abstratos mais visuais e melhorar a compreensão do público surdo, entre outras. Assim sendo, este projeto produz material acessível a todos os surdos que tiverem contato com a internet em áreas do conhecimento onde a oferta de conteúdo com a presença de Libras é escassa.
Coordenador: Rafael dos Santos
Bolsista: Larissa de Oliveira Barros
Colaboradores: Greice Pinheiro de Almeida e Alberto Luís Dario Moreau
Voluntários externos: Larissa Canto Padilha, Mário Brenner Ferreira da Silva Leite e Wellington Santos de Paula
Chute como uma menina! - Educação esportiva, gênero e escola
O objetivo do programa de ensino "Chute como uma menina: educação esportiva, gênero e escola" é oferecer aulas de práticas esportivas diversificadas, considerando as questões de gênero no ambiente escolar.
As aulas nas modalidades de voleibol e badminton ocorrem às terças, das 14h30 às 15h30, e na modalidade de futsal acontecem às quintas, das 13h30 às 14h30, nos espaços educativos do campus.
Coordenadora: Jéssica Félix Nicácio Martinez
Bolsista: Rafaela Nunes de Siqueira



Fábrica de software
A Fábrica de Software é uma iniciativa que busca contribuir para que os alunos adquiram experiência de mercado, pois oferece aos alunos a oportunidade de trabalhar em um ambiente similar ao das empresas, aplicando novas tecnologias de software e desenvolvendo suas competências técnicas e comportamentais relativas a esse ambiente.
O projeto teve início em maio de 2019. A equipe é formada por alunos dos cursos de Informática do campus Itapetininga e já teve mais de 24 participantes desde o início do projeto. Desde a sua fundação, a Fábrica de Software atuou em mais de 13 projetos - entre finalizados e em desenvolvimento. Dentre os projetos, temos internos para o próprio campus, como o Sistema de Gerenciamento de Eventos (SGE), e externos, como o SVSA e Consultório na Rua, esses últimos em parceria com a Prefeitura Municipal de Itapetininga em projetos.
No ano de 2024, a Fábrica de Software trabalhou em 4 projetos. Esses projetos foram desenvolvidos utilizando tecnologias Web, muitas delas não abordadas durante o período regular do curso. As aplicações foram apresentadas nos eventos do campus (IF Casa Aberta e GeekIF) com o objetivo de atrair a atenção dos visitantes para o programa e para o curso de Informática do Campus Itapetininga.
Você pode saber mais sobre o programa acessando o nosso site disponível em https://fabsoftware.itp.
Coordenador: Danilo Camargo Bueno
Bolsista: Leonardo Henrique de Oliveira Cesar
Colaboradores: Rafael de Almeida Brochado, Andrey Vitor Santos e Breno Gonçalves Serrano
Voluntários: Luma Karoline de Siqueira, Marcos Kauan Soares de Medeiros e Joni Emannuel Albuquerque Pinheiro
Visita da Fábrica na Exposição de projetos do curso técnico de desenvolvimento de sistemas do SESI - Itapetininga

Visitantes no estande da Fábrica de Software no evento IF Casa Aberta

Equipe da Fábrica no evento IF Casa Aberta

Monitoria de Matemática Básica para Ingressantes dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio
A ação de ensino “Monitoria de Matemática Básica para Ingressantes dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio” é uma monitoria que tem como público-alvo estudantes ingressantes nos cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio do IFSP Campus Itapetininga. Em síntese, a proposta é trabalhar com as dificuldades dos estudantes no que se refere a tópicos de Matemática que foram ou deveriam ter sido estudados ao longo do Ensino Fundamental. Entre tais tópicos, destacamos: soma, subtração, multiplicação, divisão, frações, porcentagem, equações de primeiro grau, cálculo de proporções e potenciação. Os encontros da monitoria ocorrem às segundas e quartas-feiras a partir das 12h45.
Coordenador: André Coelho da Silva
Bolsista: Maria Clara Branco de Lima Vieira
Monitoria para as disciplinas de Eletricidade Básica e Circuitos Elétricos
O Projeto de Monitoria de Eletricidade Básica e Circuitos Elétricos é uma iniciativa de extrema relevância para os estudantes que buscam aprimorar seus conhecimentos nessas disciplinas fundamentais. Ele não apenas fortalece a compreensão dos conceitos teóricos, mas também ajuda a resolver problemas práticos que são essenciais para a formação acadêmica e profissional. Um dos principais objetivos da monitoria é proporcionar um apoio adicional aos alunos, especialmente àqueles que encontram dificuldades em matemática básica, área que frequentemente impacta o desempenho nas disciplinas de eletricidade.
O diferencial desse projeto está no atendimento personalizado oferecido aos alunos. A monitoria oferece sessões de revisão e resolução de exercícios, permitindo que os estudantes tenham um acompanhamento mais próximo e focado em suas necessidades específicas. Com uma metodologia clara e objetiva, as aulas de revisão expositiva permitem relembrar e fixar conceitos fundamentais, enquanto a prática de exercícios contribui para que o aluno desenvolva a habilidade de aplicar esses conceitos em problemas concretos. Isso gera confiança e facilita a assimilação dos conteúdos.
A importância da monitoria vai além do simples suporte acadêmico: ela promove um ambiente de aprendizado colaborativo. Os alunos têm a oportunidade de interagir com o monitor e seus colegas, compartilhar dúvidas e construir um conhecimento sólido em conjunto. Isso também favorece o desenvolvimento de habilidades como o trabalho em equipe e a comunicação, essenciais para o sucesso profissional.
Outro benefício importante desse projeto é a possibilidade de melhoria contínua no desempenho acadêmico. Com o suporte individualizado, o aluno consegue identificar suas principais dificuldades e trabalhar nelas de maneira eficiente. Isso se reflete diretamente no desempenho em provas e avaliações, mas, mais importante ainda, promove uma base sólida para o aprendizado de disciplinas mais avançadas.
Portanto, o Projeto de Monitoria de Eletricidade Básica e Circuitos Elétricos é uma excelente oportunidade para os alunos que desejam superar suas dificuldades, consolidar o conhecimento e se preparar melhor para os desafios acadêmicos e profissionais. Ao participar desse projeto, o estudante estará investindo não apenas em sua formação imediata, mas também em seu desenvolvimento a longo prazo.
Coordenadora: Tanuska Régia Moura Toscano Konigami
Bolsista: Fernando Aparecido da Cruz Júnior
Banda Sinfônica
A Banda Sinfônica do IFSP trata-se de um projeto cultural voltado para alunos e servidores para a aprendizagem e desenvolvimento coletivo da música. O projeto, ainda em implantação, contará com 60 instrumentos de sopro e 20 instrumentos de percussão sinfônicos, que estão sendo adquiridos através de emenda parlamentar. Dentre os instrumentos: oboé, flauta, clarinete, saxofone, flugelhorn, trompete, trompa, bombardino, tuba, trombone, bateria, glockenspiel, xilofone, bombo sinfônico, congas, bongôs etc. A Banda Sinfônica tem vários objetivos, desde a promoção do lazer, aprendizagem, desenvolvimento inter e intrapessoal, assim como a difusão da cultura quando o grupo estiver em sua maturidade produtiva.
O coordenador da ação é Emanuel Melo, maestro e responsável por toda a organização.
Embora os instrumentos estejam ainda no processo de aquisição, foram feitas várias atividades com os integrantes da banda. No primeiro semestre, foram feitos estudos de teoria e estruturação musical que se estendeu até o fim do primeiro semestre.
Como fomento, neste segundo semestre, os integrantes da banda foram assistir à Final do Campeonato Estadual de Bandas e Fanfarras na cidade de Amparo-SP. Essa audição foi importante para que os alunos pudessem compreender como é o funcionamento das várias formações de grupos musicais: Banda Sinfônica, Banda de Concerto, Bandas Marciais, Bandas de Apresentação etc. Além disso, puderam compreender os aspectos avaliados pelos jurados: harmonia, ritmo, arranjo, afinação, articulação, dinâmica e sobre a competitividades entre os grupos, sobre instrumentos musicais que ainda não conheciam e sobre como a banda sinfônica será quando estiver formada.
Atualmente, o grupo conta com 80 integrantes rotativos e, com a chegada dos instrumentos, serão realizados testes de aptidão musical, práticas instrumentais e preparação de repertórios e métodos específicos para cada instrumento. A seguir, algumas imagens de alguns integrantes da banda e das corporações assistidas durante as audições durante o campeonato estadual paulista de bandas e fanfarras.
( Parte do evento assistido pelos alunos pode ser visualizado em: https://www.youtube.com/live/imGgI4a8sOE?si=-PKCetWVxCPtyI5r)







Abaixo estão algumas da Ações de Ensino desenvolvidas no ano de 2023, IFSP Campus Itapetininga.
Revisão da Física e Química do ensino médio focada em exames vestibulares
O curso "Revisão da Física e Química do ensino médio focada em exames vestibulares" tem como público-alvo estudantes matriculados no 4º ano dos cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio do campus. As aulas são realizadas todas as segundas e quintas-feiras das 13h30 às 15h30. Após uma breve recapitulação teórico-conceitual de determinado assunto, são resolvidas, a título de exemplo, questões de vestibulares de anos anteriores. Paralelamente a isso, materiais (listas de exercícios, livros, vídeos etc.) são disponibilizados aos estudantes que frequentam o curso. A expectativa é potencializar o desempenho dos estudantes nos exames vestibulares, contribuindo para que ingressem em cursos de graduação/instituições de suas preferências.
Figura 1 - Atividade da ação de ensino com o professor Marcos Callegari
Figura 2 - Grupo de alunos e professores
Fábrica de software
A Fábrica de Software é uma iniciativa que busca contribuir para que os alunos adquiram experiência de mercado, pois oferece aos alunos a oportunidade de trabalhar em um ambiente similar ao das empresas, aplicando novas tecnologias de software e desenvolvendo suas competências técnicas e comportamentais relativas a esse ambiente.
O projeto teve início em maio de 2019. A equipe é formada por alunos dos cursos de Informática do campus Itapetininga e já teve mais de 17 participantes desde o início do projeto. Desde a sua fundação, a Fábrica de Software atuou em mais de 12 projetos - entre finalizados e em desenvolvimento. Dentre os projetos, temos internos para o próprio campus, como o Sistema de Gerenciamento de Eventos (SGE) e externos como o SVSA e Consultório na Rua, esses últimos em parceria com a Prefeitura Municipal de Itapetininga em projetos.
No ano de 2023, a Fábrica de Software desenvolveu 4 novos projetos. Esses projetos foram desenvolvidos utilizando tecnologias Web, muitas delas não abordadas durante o período regular do curso. As aplicações foram apresentadas nos eventos IF Casa Aberta e GeekIF com o objetivo de atrair a atenção dos visitantes para o programa e para o curso de Informática do campus Itapetininga.
Um dos projetos de destaque deste ano é o site do evento https://geekif.com.br. O site foi integralmente desenvolvido pela equipe da Fábrica, desde as ideias de design, passando pela implementação dos códigos e finalizando na publicação do site, que utiliza a infraestrutura da Fábrica.
Você pode saber mais sobre o programa acessando o nosso site disponível em https://fabsoftware.itp.ifsp.
Figura 1 - Sala do Programa Fábrica de Software
Figura 2 - Visitantes no estande da Fábrica de Software no evento IF Casa Aberta
Figura 3 - Equipe do projeto da esquerda para direita: André, Gabriel, Prof. Danilo, Vitor, Leonardo e Prof Rafael no evento IF Casa Aberta
Figura 4 - Visitantes no estande da Fábrica de Software no evento GeekIF
Figura 5 - Equipe no evento GeekIF
Luz, Câmera, Educação
A iniciativa educacional intitulada "Luz, Câmera, Educação: quando o processo educativo também significa emancipação" tem como objetivo estabelecer um programa que integre oficinas de Introdução à Linguagem Audiovisual e oficinas de criação prática de produtos audiovisuais, com ênfase nos processos de produção de documentários. Através dessa integração, o objetivo é facilitar uma jornada educacional que englobe atividades práticas e teóricas relacionadas à teoria do cinema, análise de filmes e produção de curtas-metragens. Com isso, os estudantes do IFSP-ITP poderão se envolver de forma crítica com suas formas culturais e suas histórias individuais e coletivas.
Ao analisar o cenário atual, fica evidente que vivemos em uma sociedade cada vez mais impregnada pelo universo audiovisual, cuja influência se torna mais pronunciada a cada década que passa. A realidade do nosso mundo é mediada e filtrada por meio de simulações exibidas em inúmeras telas que nos cercam, tornando-se parte intrínseca do nosso cotidiano e profundamente enraizada em nosso conforto. Com isso, somos inundados por uma quantidade sem precedentes de informações, o que pode levar a uma aparente e desafiadora incapacidade de interpretação dos fenômenos por parte daqueles que consomem esses conteúdos.
O termo "audiovisual" na sociedade contemporânea vai além das linguagens clássicas do cinema, vídeo e televisão, englobando uma diversidade de outras formas de expressão e comunicação.
Dessa forma, a riqueza e a abrangência do universo audiovisual na nossa sociedade contemporânea não se restringem apenas às mídias tradicionais, mas abarcam um amplo espectro de manifestações que desempenham um papel fundamental na maneira como discordamos, interagimos e compreendemos o mundo ao nosso redor.
Educação bilíngue no ensino superior: videoaulas de cálculo para surdos
O projeto de Educação Bilíngue no Ensino Superior é uma iniciativa do curso de Licenciatura em Física, e busca suprir uma carência notável de materiais universitários voltados para alunos surdos, concentrando-se na criação de videoaulas e recursos didáticos que utilizam a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua principal de comunicação. Especificamente, estamos comprometidos em aprimorar o acesso à disciplina de Cálculo 1, com foco no tema de Limites, oferecendo um conteúdo inclusivo e acessível para estudantes surdos. Esta iniciativa é uma evolução de um projeto anterior, lançado em 2021, no qual desenvolvemos metodologias e produzimos o primeiro tópico sobre Limites em Libras. Agora, nosso objetivo é expandir e aperfeiçoar esse material, contando com a colaboração de um aluno bolsista, com preferência para aqueles que são atendidos pelo Núcleo de Apoio à Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE).
É fato que as pessoas surdas enfrentam desafios significativos na comunicação oralizada e escrita, tornando essencial o uso da Libras em contextos educacionais. A Língua Portuguesa, para um surdo, frequentemente se torna um obstáculo a mais do que uma ferramenta linguística, uma vez que sua primeira língua é a Libras, que possui uma estrutura gramatical e modalidades completamente diferentes das línguas orais (Gutierres e Gama, 1999). Quando a Libras é devidamente incorporada em materiais didáticos, o surdo pode estabelecer conexões semânticas entre a palavra escrita e os conceitos, tornando o conhecimento acessível em um contexto linguístico específico (Pereira e Mendes, 2009). A importância deste projeto é ainda mais destacada pela escassez de materiais universitários em Libras, o que dificulta significativamente o acesso de estudantes surdos ao ensino superior. Enquanto o Ministério da Educação e Cultura (MEC) adotou políticas de educação inclusiva para garantir o ingresso de estudantes surdos em escolas regulares com educação bilíngue, tradução e interpretação e ensino de Libras (Decreto Nº 6.571, 2008), essas políticas ainda não se aplicam ao ensino superior. É raro encontrar material universitário no qual o professor explique um conteúdo técnico utilizando a Libras como primeira língua, o que é fundamental para garantir o entendimento pleno dos assuntos abordados por alunos surdos (Foster et al, 1999).
Nosso projeto tem o suporte do Estúdio Audiovisual do Cursinho Popular do IFSP - Itp, e temos a previsão que ainda em 2023 será lançada a primeira playlist de aulas. Esta ação tem como alvo principal alunos surdos que buscam recursos acessíveis para disciplinas de exatas, mas também está disponível para qualquer pessoa interessada em aprender Libras no contexto da matemática e das ciências. O projeto representa um avanço significativo em direção a um ensino superior mais inclusivo e acessível, no qual todos os alunos, independentemente de suas necessidades específicas, possam acessar o conhecimento de forma eficaz. Esperamos que esse projeto crie um recurso valioso para todos os alunos surdos que desejam acessar videoaulas em Libras, superando os desafios frequentemente enfrentados na leitura e escrita em português (80% dos surdos, de acordo com a World Federation of the Deaf - WFD).
BRASIL. Decreto Nº 6.571, de 17 de setembro de 2008. Dispõe sobre o atendimento educacional especializado, regulamenta o parágrafo único do art. 60 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e acrescenta dispositivo ao Decreto no 6.253, de 13 de novembro de 2007. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 18 set. 2008.
FOSTER, S.; LONG, G.; SNELL, K. Inclusive instruction and learning for deaf students in postsecondary education. Journal of Deaf Studies and Deaf Education, Oxford, v.4, n.3, p.225-235, Summer, 1999.
GUTTIERRES, C. GAMA, MCR; Detecção tardia de deficiências auditiva em crianças com alteração de linguagem. ACTA AWHO. VOL 18, 1999.
PEREIRA, V. A.; MENDES, E. G. Análise conceitual da deficiência auditiva: perspectivas históricas e educacionais. In: da COSTA, M. da P. R. (Org). Educação Especial: aspectos conceituais e emergentes. São Carlos: EDUFSCar, 2009.
Figura 1 - Captura de imagem do vídeo piloto do Flash
Figura 2 - (A) Foto da produção da videoaula no estúdio de gravação; (B) Captura de tela da versão final do mesmo vídeo
Interpretação e tradução de videoaulas de pneumática para Libras
A presente ação de ensino tem por objetivo ampliar as opções de estudo à comunidade surda de Itapetininga e região, trazendo a esse público videoaulas comumente ministradas ao curso Técnico em Mecânica, providas de interpretação e tradução das aulas na Língua Brasileira de Sinais (Libras). A elaboração de videoaulas acompanhadas de Libras não é uma tarefa simples, uma vez que nem todos os sinais específicos para termos técnicos da área mecânica existem na Língua Brasileira de Sinais. Atualmente, o projeto é composto por um grupo diversificado de membros: um professor coordenador especialista na área de Pneumática e Hidráulica, dois professores colaboradores especialistas em Libras e Física, duas alunas do curso técnico integrado ao ensino médio (incluindo a aluna bolsista) e dois alunos externos voluntários. A produção do grupo objetiva produzir videoaulas com a presença da Libras como forma de interpretação da aula, abarcando uma série de ações tais como discussões conjuntas, produção e edição dos vídeos, elaboração de glossário de sinais para a disciplina Pneumática e Hidráulica, questionário para pesquisa junto ao público-alvo (surdos), criação de canal do YouTube, elaboração de experimentos práticos para tornar conceitos abstratos mais visuais e melhorar a compreensão do público surdo, entre outros. Assim sendo, este projeto produz material acessível a todos os surdos que tiverem contato com a internet em áreas do conhecimento onde a oferta de conteúdo com a presença de Libras é escassa.
Chute como uma menina! - Educação esportiva, gênero e escola
O projeto esportivo é um programa de ensino que busca promover a educação esportiva reflexiva e inclusiva, com foco nas questões de gênero. Suas metas incluem o desenvolvimento de práticas esportivas diversas, a criação de um curta-metragem que documenta as experiências dos alunos em eventos esportivos, a promoção do diálogo sobre igualdade de gênero e a construção de uma consciência crítica sobre o esporte. O projeto oferece atividades às quintas-feiras, às 14h30, nas instalações do campus, proporcionando aos estudantes a oportunidade de participar de atividades esportivas variadas e incentivar a igualdade de gênero e o respeito mútuo. Além disso, utiliza a mídia audiovisual como uma ferramenta pedagógica para transmitir mensagens educativas e inclusivas.

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